Já há caderno de encargos para a venda dos seguros da Caixa

O processo de privatização, ou de anúncio de privatização das seguradoras da Caixa Geral de Depósitos conheceu mais um episódio no fim de Agosto, com a aprovação pelo conselho de ministros do caderno de encargos.


O caderno de encargos para a privatização da Caixa Seguros, estabelece os termos e condições da venda direta de referência, relativa à alienação, mediante uma ou mais operações.


A venda, engloba as ações das sociedades Fidelidade - companhia de Seguros (agora que já incorporou a Império Bonança Seguros), a Multicare - seguros de Saúde, e a Cares - companhia de seguros.


Além disso, estabelece ainda a venda da sociedade ou sociedades que detenham, direta ou indiretamente, a totalidade ou parte dos respetivos ativos, representativas de até 100% do respetivo capital social.


Tal como já tem acontecido nos anteriores processos de privatização, também neste se estabelece a realização de uma oferta pública de venda de ações destinada aos trabalhadores, a qual tem por objeto um lote de até 5 por cento do capital social da Fidelidade - Companhia de Seguros, S.A., ou da sociedade que lhe suceda, total ou parcialmente.


No início de maio, quando o Executivo acordou a venda dos seguros da Caixa, Luís Marques Guedes explicou que “a primeira tentativa [de venda] será a alienação em conjunto” e de “100% dos ativos”, o que considerou ser uma "mais-valia" para captar a atenção de investidores.

Apenas fundos de investimento manifestaram interesse


Desde maio que se têm apontado investidores interessados nos seguros da Caixa.
São já quatro os fundos de investimento que terão apresentado uma proposta de aquisição.
Começou por se falar no interesse de outros operadores de seguros, nomeadamente da Liberty, mas pelo menos essa vontade gorou-se, e tudo indica que os pretendentes são todos, fundos de investimento, não havendo portanto nenhum interessado ligado ao ramo dos seguros.



Um dos fundos em despique pertence ao grupo chinês Fosum International, com sede em Xangai.


Os restantes são fundos com sede nos EUA como o JC Flowers, liderado por Christopher Flowers, antigo sócio do Goldman Sachs.
Nos próximos tempos saberemos novidades, por certo.
Alguém vai ficar bem mais rico e mais "não sei quantos" engrossaram as algibeiras.